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É este sem dúvida o sintoma mais comum no início da
gravidez, já conhecido de "outros" tempos, e divulgado entre
todos. Muitas vezes é pelo sintoma de náusea e vômito que a paciente
suspeita da gravidez.
Do ponto de vista médico, é para o obstetra o quadro de "hiperemese
gravídica" que é caracterizado pelo quadro de vômitos repetitivos
que vão repercutir no estado geral da paciente (impedindo sua
alimentação), causando perda de peso, desidratação e taquicardia (batimentos
cardíacos acelerados). Dentro desse estado podemos ter a hiperemese em
três graus de gravidade: leve, moderada e grave, sendo no último caso
necessária a internação hospitalar para reposição de vitaminas (Complexo
B+C), hidratação e sais minerais via endovenosa com suspensão da
alimentação oral por 24 hs e após
este período seguir uma dieta específica. E o uso de medicamentos
antiemíticos sempre com prescrição médica mais sedação e
psicoterapia de apoio, com controle do peso.
Nos casos leves e moderados, o acompanhamento pode ser ambulatorial (consultório)
dando-se atenção especial à dieta que deve ser fraccionada (6
refeições diárias) em pequenas porções, de preferência não
misturando na mesma refeição alimentos sólidos com líquidos, e dando
preferência a alimentos na forma mais pastosa. Esse tipo de dieta mantem
o estômago "trabalhando"quase que continuamente, devagar e sem
sobrecarga de grandes quantidades de alimentos, já que durante a gravidez
o tempo de digestão é de 5 (cinco) horas em média para cada refeição
(o normal fora da gravidez é de 2hs).
A reposição vitamínica de sais minerais, ferro e zinco, deve ser feita
de acordo com a necessidade da paciente, o que facilmente é detectado
através de exames como: hemograma, urina I, sódio (NA), cloro (Cl),
potássio (K).
O apoio psicológico é importante pois numa
cultura com tantos dizeres populares, muitos dizem que "vomitar é rejeitar a
criança" ou que o "bebê vai nascer cabeludo", o que não é verdade e pode trazer um
sentimento de culpa para a gestante perante o marido e os familiares. A
sedação leve em caso de insônia e ansiedade também se impõe, mas não
podemos esquecer que esse quadro deve ser muito bem avaliado e
diagnosticado pelo seu obstetra pois pode ser sinal de outras
patologias associadas à gestação (por exemplo, infecção urinária e
intoxicação exogena) ou do ciclo gravídico como doença trofoblastica
(alteração na formação placentária).
Para as gestante, fica o aviso: enjôo e vômitos podem ser situações
comuns na gravidez e que precisam ser avaliadas clinicamente, mas para se
sentir grávida não é preciso necessariamente
enjoar ou vomitar.
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