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Espaço reservado para mães e pais contarem suas estórias, 
suas experiências, seus medos e anseios, suas glórias e alegrias. 
Enfim, um cantinho para podermos dividir os nossos sentimentos.


Mande o seu depoimento para o email: clubedobebe@terra.com.br


INSÔNIA INFANTIL

Minha sugestão vem da solução de um problema que passamos. Temos gêmeas (agora com quase 2 anos) e até 1 ano e meio cada uma acordava aproximadamente 3 vezes por noite. Socorríamos e elas queriam sair do berço e ACABÁVAMOS INDO DORMIR COM ELAS NUM COCHONETE NA SALA. (como são duas nenês não cabia na cama de casal junto conosco). Pensamos que podia ser pesadelo, refluxo, nascimento de dentes, cólicas, sede, medo, doença, mânha, enfim...qualquer coisa.

Como resultado, nós não dormiamos direito de noite e de manhã estávamos um bagaço para trabalhar. Resolvemos após aplicar a técnica descrita num livro chamado "Nana Nenê" da editora Saraiva, de um pesquisador da Espanha. EU RECOMENDO, POIS RESOLVEU NOSSO PROBLEMA E DE OUTRAS 2 AMIGAS MINHAS. Agora a gente se despede delas e elas vão dormir contentes e felizes e sem precisar nem fazer nanar. Não dá para explicar a técnica em poucas palavras, pois tem uma tabela de tempos, mas consta de não retirar a criança do berço nem pegar no colo quando ela chora, mas também não abandonar ela no berço chorando. Deve-se entrar no quarto de minutos em minutos certos para que ela não se sinta só e abandonada.

Qualquer dúvida podem entrar em contato comigo.
Cibele



Minha Experiência

Em março de 2002 eu engravidei, tinha 15 anos e namorava há apenas 2 meses. Meu pai ficou uma fera, os pai do meu marido (Nilton) até que me apoiaram no começo mais depois... Em agosto, pra ser mais precisa 31/07, eu brincando com meu marido e ele me pegou no colo e se desiquillibrou e eu cai de coluna no chão. No dia seguinte acordei sentido muitas dores e queimando de febre, tive sangramento. Fui na maternidade, e fiquei pra mais de 2 horas esperando ser atendida, fui em outra maternidade e fui atendida na hora. Lá mesmo eles fizeram uma ultra e descobriram que eu tinha perdido, perdi com 3 meses. Fiz coletagem, fiquei em observação durante 24 horas, não tinha dito pra ninguém onde eu tinha ido. Deixei todo mundo maluco.

Cheguei em casa no dia seguinte, todo mundo nervoso atrás de mim, pensaram o pior, CHAMARAM ATÉ A POLÍCIA, eu expliquei o que tinha acontecido. No dia seguinte fui morar com meu marido e em novembro do ano passado eu que estava pensando em volta a estudar, trabalhar, descubro que estou grávida.

Desconfiei desde o 1º momento, fui na farmácia comprei 7 exames desses, de farmácia todos deram positivo. Fui no ginecologista e ele me passou um exame de sangue e um de urina, todos os dois deram positivo. Não me contentei, fui bater uma ultra som confirmadissímo!!

O que eu ia fazer agora? Eu não queria ficar grávida, não naquele momento. Abortar?? NEM PENSAR. Eu e o Nilo estávamos passando por um momento difícil. Comecei o Pré-natal. Tive uma gravidez tranqüila tirando todos os antibióticos que tive que tomar. De começo eu não sabia o estava por vir... Só me dei conta quando entrei em trabalho de parto. Eu entrei em trabalho de parto no dia 06/08/03, sentia dores tinha perda de liquido mas nem imaginava, as dores foram aumentando e eu comecei a me preocupar. No dia 08 eu e o meu marido fomos pra maternidade, a obstetra de plantão, me internou na hora. Foi a partir daí que a minha ficha caiu, ainda mais que meu filho nasceu prematuro, de 8 meses. Foi difícil, parto normal, me internei 6:00 hs e ganhei ele às 13:00 hs. Foram as seis horas mais longas da minha vida. Como tinha ficado duas noites sem dormir, estava fraca, quase sem forças. Mas o médico falou pra mim MÃE VC PRECISA SER FORTE SEU FILHO DEPENDE DE VC, foi o que eu precisava ouvir. Meu filho nasceu às 13:00 hs, com 47 cm e 2.780 kg.

Hoje ele está com 03 meses 69 cem, 6.510 kg, Graças à DEUS. Meu filho se chama Allan, E É A COISA MAIS IMPORTANTE DA MINHA VIDA. Tenho apenas 16 anos, mais já me sinto realizada... 
Obrigado
Rafaela



o sorriso de uma criança

Lendo os depoimentos fiquei muito emocionada e pensei em mandar o meu. Tudo aconteceu no ano de 2001 fiquei noiva uma semana antes do ano novo, depois de 5 anos de namoro, porem começando 2002 tive a grande noticia de estar gravida para mim foi um choque embora fosse meu sonho ter um filho, choque porque meus pais são muitos reservados e conservadores, mais não durou muito tempo com 1mes e meio de gestação houve o aborto, depois que toda a familia já havia se interado da noticia, começou com sagramento onde fui sozinha ao médico e obtive a noticia mais triste de minha vida, que o
coraçãozinho do meu bebê não estava batendo, passei por duas corretagem, com muito medo pois tudo era novo para mim estava com 26 anos, após isso fui morar com Celso meu esposo por assim dizer já que não houve casamento.

Depois de 6 meses que estavamos morando juntos fiquei grávida e agora curtindo com alegria cada momento, primeiro não via a hora da barriga aparecer, depois os chutinhos, mais fiquei com medo pois os médicos não me explicavam com convicção por qual motivo havia ocorrido o aborto, então entreguei a minha gestação nas mão de Deus, tive então uma gravidez tranquila, porem tive que fazer uma cesária devido a pressão muito alta, nasceu no dia 27/02/2003 com 3,750 g com muita saúde, meu filho hoje tem 7 meses agradeço a Deus todos os dias por ter me dado uma crisça perfeita, saudavel e muiiiiiiiiiiito linda, e quando ele sorri para mim minha vida, meu dia é muito mais feliz.
A criança citada acima se chama Thiago, que é hoje a razão de viver de mim.
Marta e seu pai Celso



CASAMENTOS E NASCIMENTOS

Minha história começa com a conhecida falta da mestruação… só que aos 45 anos de idade, com 01 casal de filhos e o mais velho casando-se em setembro … a falha no ciclo mestrual fez nascer muitas dúvidas além da gravidez. Após uma consulta à ginecologista, parti para um exame de ultra abdominal total, com a intenção de avaliar uma vesícula biliar preguiçosa que segundo a médica poderia estar causando aqueles sintomas. Qual não foi minha surpresa quando o médico me disse ao analisar a bexiga... mas VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA, não sabia??!! E olhando dentro dos meus olhos de incredulidade, ele disse: vamos fazer outro exame e vc ouvirá o coraçãozinho bater, quando acontecer... vc ACREDITARÁ!!

Meu marido foi o primeiro a saber, incrédulo me olhava como se eu fosse uma porta… ele não tinha nenhuma reação, ficou em choque. Já meus filhos me pediram o exame… queriam ver a foto… queriam ver para crer! Todos pareciam não acreditar... de repente uma felicidade enorme invadiu a sala, o pai e as crianças riram… me abraçaram… lembro que nesse momento, senti um grande alívio, que não sei como descrever. 

Meu filho casou-se mês passado e ali no altar, diante dos meus olhos passava um filme… ali … estavam os meu três filhos: o noivo filho tão amado, a dama de honra filha querida e tão especial e… ainda dentro de mim... o meu caçulinha!!!

Estou na 26a. semana de gravidez de outro MENINO(!!)O e agradecerei à Deus todos os dias de minha vida pela oportunidade de ser mãe, mais uma vez. Vem meu Caçulinha! Chega logo! Eu, Papai, Maninha e Maninho, estamos ansiosos para te ter nos braços."

Célia Martins



MOMENTOS DIFÍCEIS

Bom, engravidei sem ter planejado, mas quando soube a alegria tomou conta de mim, e esqueci que nada era planejado, que meus pais não sabiam e menos ainda os pais dele. Descobri quando estava de 6 semanas, corremos fazer ultrason para ver meu baby, estava lá tão pequena e seu coração batendo como nunca......e aí descobrimos que não estamos só, existia mais alguem, tão especial.... Contamos tudo aos nossos pais, e descobrimos que eles amaram a notícia e nos apoiaram como nunca pensei... Depois disso começaram as complicações, tive muitos enjoos e chequei a emagrecer 4 quilos, isso até o 3 mês, e junto tive 4 infecções urinárias que me levaram a ameças de aborto, fui várias vezes na emergência e tomei antibióticos.....

Estava chegando no 5º mês onde achei que tudo iria acalmar, quando começei a ter contrações fortes que colaram em risco a minha gestação, tive que parar de trabalhar e fiz vários exames, começaram a suspeitar que eu tinha incompetência istmo-cervical.... muitas vezes, mulheres tem abortos repetidos apartir do 4º mês e é esse o problema, graças a Deus que estava muito bem assessorada pela minha médica que já na minha primeira gestação, suspeitou disso, onde fiz mais exames e constataram meu colo uterino diminuido consideravelmente e tive que fazer uma circlagem, no 5 mês de gestação, onde essa cirurgia é mais indicada nos primeiros 3 meses.....e ainda assim só com 80% de chance de dar certo...

Fiz a circlagem, mas depois entrei em trabalho de parto prematuro e fiquei na sala de parto por 2 dias com soro para inibir esse trabalho de parto...e conseguimos, digo conseguimos, porque eramos todos torcendo.....(família, médicos, eu e minha filha)
Fiquei internada 14 dias e dei alta continuando a tomar remédios......fui para casa e tive que ficar em repouso total, só levantava para ir ao banheiro, e as refeições a minha mãe levava na cama.... Depois disso fui internada mais 6 vezes, todas as vezes com trabalho de parto prematuro...foram longos meses até chegar nas 36 semanas para tirar a circlagem.

No dia seguinte novamente contrações, só que desta vez os medicos me falaram que meu bebê já podia nascer, estava com 4 de dilação.....mas as contrações não eram tão fortes, e não seriam suficientes para nascer minha filha, então resolveram induzir o parto e fiquei 8 horas induzindo e meu colo não dilatou nada mais do que já estava... fiquei 3 dias internada fiz exames e tive alta...., mas estava com corrimento extranho e o médico me alertou que se não parasse voltasse no outro dia para verficação... Como não parou voltei a maternidade, onde sempre fui muito bem atendida, e então fiz ultrason e descobri que já estava sem liquido na bolsa e novamente começaram a indução do parto, eram 9:23 da manhã do dia 12 de dezembro de 2002, as contrações aumentaram e começou a dilação e minha filha nasceu ás 13:30 hs, linda cheia de vida.......foi maravilhoso aquele momento....

Depois de minutos começei a passar mal tive hemorragia pós-parto, e tive que ir novamente ao centro cirurgico para revisão pós - parto fiquei horas lá, passei pela recuperação, tive que fazer transfusão de sangue e muitos soros, onde fiquei muito injada.. Fui para o quarto, onde estava as pessoas que mais amava e entre elas milha filha, Vitória, linda, nasceu com 2750 kg, é inexplicável o que senti, ao ver que estava viva e com minha filha....

Minha história esta resumida nessas linhas, tenho que agradecer ao Luciano, pai da minha filha e meu marido, meu sogro, minha sogra, meus pais, irmãs, cunhadas e cunhados, médicos..... porque várias vezes pensei que não aguentaria tudo, sabe, fiquei meses deitada, sem poder levantar e direto internada......foram as pessoas que citei acima que me ajudaram a conseguir chegar até onde cheguei e é por isso que escrevo, porque várias mulheres como eu, hoje passam por dificuldades e queria dizer que não desistam por nada e tenha muita fé e coragem...

Hoje a Vitória está com quatro meses, é tudo que tenho na vida, linda, amo ela com um sentimento que se conhece quando se é mãe... Obrigada a todos que me ajudaram.... Andressa



UMA IMENSA ALEGRIA

Olá! Meu nome é Altemísia, tenho 26 anos e dia 25 de novembro de 2002 tive o meu primeiro filho. Foi o dia mais emocionante de minha vida. Hoje ele está com quase 5 meses. Lindo, esperto e saudável. Gostaria de contar para vocês como foi este dia mágico... Dia 05 de abril de 2002 descobri que estava grávida. Um dia antes do aniversário do meu marido. Ficamos muito felizes. Já iríamos completar 3 anos de casados e queríamos muito um filho. Ficamos sabendo que seria um menino quando eu estava no quarto mês de gestação e ficamos muito emocionados, vendo nosso bebê perfeitinho e se mexendo muito no ultrasson. Queria muito parto normal, mas infelizmente tive que me submeter à uma cezária por ter placenta prévia.

O parto estava marcado para as 07:00h . Chegamos ao hospital uns 15 minutos antes. Fomos para o quarto eu, meu marido, minha mãe, minha sogra , uma irmã e dois sobrinhos meus, futuros padrinhos do meu bebê. O clima era de festa total! O medo começou a tomar conta de mim e a cada pessoa que entrava no quarto eu dava um pulo, até que ... o médico chegou ... e percebendo o meu medo ainda brincou comigo: se você quizer, a gente deixa ele aí mais um pouquinho. De jeito nenhum, respondi para ele.

Chegou a hora ... Olhei para minha família e notei lágrimas nos olhos de minha mãe e do meu marido. Fui até eles, os beijei e acompanhei a enfermeira que foi me buscar. A caminhada até o Centro Cirúrgico parecia não ter fim. Chegando lá, tremia tanto que o anestesista me perguntou se eu estava com frio. Que nada.... era medo mesmo. A cirurgia começou às 09:00h e mais rápido que eu podia imaginar, às 9:20, o grande momento... o médico me avisou: Seu bebê está chegando e ... ouvi seu chorinho ... Que emoção !!! Queria vê-lo, tocá-lo, não consegui me conter e comecei a chorar. Chorei muito, muito... Quando colocaram ele em cima de mim, as lágrimas quase não me deixavam ver seu rostinho. O "meu menino", o "meu anjinho"...

Beijei seu rostinho e levaram ele para serem tomados os cuidados devidos.
Tudo se apagou e fui acordar na sala de recuperação. Fui para o quarto depois de algum tempo e pelo corredor, todos me aguardavam . Lembro-me das frases:
- ele é lindo!
- está super bem! Ele é muito esperto !
e , é claro, o meu marido não cansava de dizer ...
- é a minha cara!
Quando trouxeram meu filho para mim, não consigo descrever tamanha emoção! Não sabia direito o que fazer. Segurava suas mãos, seus dedinhos, passava os dedos pelo seu rostinho ... Chorei novamente e sorri, sorri muito . Como estava feliz!!!

Posso dizer para vocês que o meu filho foi muito desejado, muito esperado, foi o melhor presente que Deus me deu. À mim e à minha família. Hoje eu e marido não somos mais apenas um casal, mas uma família. Nossos pais são super-avós corujas. Ele deu um novo colorido às nossas vidas
Um grande beijo para todos 
Altemísia



PRESENTES DE DEUS

Olá, que bom poder compartilhar minhas experiências como mãe neste site maravilhoso. Me chamo Patrícia, tenho uma filha de sete anos, que é uma grande benção para mim e para o meu marido. Quando eu engravidei, eu já era casada a quase quatro anos e estava com meu pai muito doente, prestes a morrer. Eu e minha família estávamos sofrendo muito, até porque meu pai era ainda relativamente jovem, com 51 anos de idade. Um dia eu estava vindo para casa e no caminho pensava em chegar e dizer ao meu marido que eu desejava ter um filho, até para compensar um pouco a dor com todo o sofrimento do meu pai. Quando eu cheguei em casa, antes que eu falasse qualquer coisa, meu marido me disse exatamente o que eu estava pensando e resolvemos ter um filho. Eu pedi a Deus que me desse uma filha, pois eu queria uma menina e que ela fosse tranqüila e meiga, amorosa e que trouxesse alegria para o nosso lar. Deus me atendeu prontamente e antes mesmo de ter a confirmação da gravidez através de um exame, no momento da concepção eu tinha certeza que havia ficado grávida e dizia isto todos os dias para o meu marido, até a confirmação. Dez dias após o resultado do exame, meu pai faleceu. Eu era muito ligada com ele, o amava muito, e com certeza minha filha, ainda no ventre, pois eu estava grávida a menos de dois meses, me ajudou a superar todo o sofrimento. Até hoje, com sete anos de idade, ela vem enchendo o meu lar de alegria, é tudo o que eu pedi a Deus.

Quando minha filha, que se chama Fernanda, estava com seis anos, eu e meu marido resolvemos ter outro filho. Novamente eu fiquei grávida e meu coração se encheu de alegria. Só que com dois meses de gravidez eu tive um forte sangramento, sofri ameaça de aborto, tive que fazer repouso e ter uma série de cuidados para não aumentar o risco de perder meu bebê. Eu senti uma tristeza muito grande quando, no hospital, aguardando para fazer uma ultra-sonografia, sangrava tanto que parecia que meu filho estava escapando de mim, escorrendo pelas minhas pernas e sujando todo o corredor do hospital. Quase no sexto mês de gravidez, com a plena confiança de que Deus não me tiraria o meu filho, me submeti a outra ultra-sonografia e tive a certeza de que tudo estava bem com o meu filho, que ele era perfeito, vitorioso, e decidi que ao nascer daria a ele o nome de Vítor. No sétimo mês de gravidez, novo susto ao saber que minha glicose estava alta, e eu teria que fazer um regime rigoroso para não colocar em risco a saúde do meu filho que, segundo minha médica, poderia ter problemas até de retardamento mental. 
Finalmente nasceu meu vitorioso: forte, saudável, lindo. Sou grata a Deus todos os dias de minha vida pelos dois presentes maravilhosos que ele me deu, meus filhos, dádiva divina. 
Patrícia



UMA GRAVIDEZ DE RISCO COM FINAL FELIZ

Ola, meu nome é Simone, tenho 28 anos e sou diabética. Minha gravidez era considerada de risco. A dieta era rigorosíssima e procuarava segui-la direitinho. Certa vez quando fui a consulta, com 37 semanas de gestação, a medica me falou que minha pressão estava alta e que teria que fazer uma cesárea. na hora fiquei apavoradíssima. Informei ao papai que o bebê estava para chegar... Papai apareceu no hospital todo arrumado, parecendo que ia a um casamento... Às 01:13 nasceu meu Gabriel, com 50 cm e pesando 3 Kgs. Hoje ele é o meu tesouro, sou capaz de fazer tudo por ele... Um conselho: todo esforço, fome, que vc precise passar vale a pena quando nos deparamos com um pequenino a nos olhar. 

Boa sorte para todos... 
Simone



A PRINCESA TÃO ESPERADA

Olá, meu nome é Denise, tenho 24 anos e quero contar minha história. Minha primeira gravidez foi uma surpresa. Eu e meu marido não esperavamos. Estava atrasado para mim, mas eu não acreditava que seria gravidez. Sempre quis ser mãe, mas naquela época, não pensava nisso. Fiquei sabendo do resultado no mesmo dia em que mudei de emprego. Fiquei meio apreensiva se não me aceitassem, mas como era concurso público, não me preocupei tanto.

Para meu marido foi um choque pois ele não esperava. Minha irmã, mais velha 5 anos, ficou radiante e minha mãe me tratando como uma boneca. Eu comecei a me acostumar com a idéia quando caiu a bomba. No 1º ultrassom, não ouviram o coração do bebê. Fiquei em prantos, desesperada. Meu médico estava viajando e era sexta-feira. Quando ele voltou, mandou fazer outro e foi comprovado que eu tinha perdido meu bebê. O chão pareceu abrir e parecia que só eu estava passando por tamanha dor. Fiquei super mal. Fui para maternidade e a dor foi maior de saber que estariam tirando meu filho, que eu sairia de mãos vazias... Foi terrivel. 

Voltei para casa e 3 dias depois outra bomba. Comecei a ficar com febre alta, voltei para o médico e através de outra ultrassom, descobriram que havia restos. Voltei novamente para aquele tormento. Outra curetagem. Passar por isso duas vezes foi horrivel. Na segunda sofri muito, tive cefaléia pós raque, foi horrível. Mas com isso meu desejo de tentar novamente foi muito grande. Meu marido também se empolgou e queria um filho de qualquer jeito. Minhas amigas contavam de pessoas que tinham sofrido aborto e engravidavam rapidinho e isso me animava. Passados três meses a resposta tão esperada: estava grávida. 

Daí veio outro tormento: o medo de perder novamente. Foram nove longos meses. Cada dia que passava era uma vitória. Quando não mexia, ficava desesperada. Quando soube que seria menina então, quis que o tempo voasse. Quando chegou a hora, meu parto marcado para dia seguinte, pensei que estaria sossegada. Enganada eu estava. Minha cunhada teimou de querer ver o parto, ela tem 3 meninos e o sonho era ter uma menina, quando soube de mim, teve a minha gravidez como se fosse dela. Com isso ela queria participar de tudo.

Mas mal sabia eu que ela estava com catapora. Fiquei apavorada quando meu marido disse e para minha surpresa ele ficou do lado dela. Fiquei sozinha nesta luta mas como toda mãe, defendi minha filha com unhas e dentes. Não deixei ela ir, disse para meu marido ligar e dizer que assim ela não poderia ir. Foi uma noite triste, ele brigando comigo por causa da irmã e eu pensando no parto, anestesia e, lógico, na minha filha. Na manhã seguinte ele foi sem falar comigo. Fui para maternidade sem ele olhar para minha cara. Foi ruim mas nada iria estragar meu humor, era minha filha depois de longos nove meses que estava chegando. Entrei na sala e deparei com meu fiél médico Dr. Sérgio que sempre me acompanhou. 

O parto foi difícil, e por incrivel que pareça foi uma cesárea com fócebs. Enfim minha linda Ana Karolina nasceu. Meu marido depois se conscientizou, pois a pediatra de plantão disse que se a irmã dele tivesse ido poderia passar para Ana e com certeza ela não resistiria. Hoje minha menina tem 1 ano e 3 meses. A irmã dele fala comigo, mas ainda com um pouco de raiva e inveja. O sonho dela era que eu desse a Ana para ela. Mas eu lutei muito por essa criança e lutarei sempre, até minha morte.

Abraços e um recado para todas as mamães que estão esperando seus pimpolhos: Lutem por seus filhos, acolha-os em seus braços e enfrentem o mundo se necessário, pois eles merecem.



 



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